O ilustre deputado, fidalgo e bem
criado, Fernando Ribas Carli Filho (PSB), não se atentou para as boas maneiras
do trânsito. Acabou no último dia 7 de Maio, ceifando vidas inocentes – Carlos
Murilo de Almeida, de 20 anos, e Gilmar Yared Filho, de 26 anos. Agora é
esperado, ao menos, que seu partido político mostre para a sociedade que o parlamentar
não é digno da legenda, expulsando-o do partido. Com a assembléia cassando seu
mandato, indo a júri popular. Sendo condenado e preso, bem como a justiça cível
condenando-o por danos materiais e morais. Mas a realidade nem sempre é tão
justa, estamos caminhando.
Vamos
voltar um pouco.
De
início, a família e os amigos tentaram abafar a gravidade do acidente e suas
circunstâncias. Chegaram a ponto de se valerem das relações políticas que
mantém. O caso ficou restrito a um mero acidente com duas mortes, estando o
motorista causador entre a vida e a morte.
A
pressão veio por toda parte, fundamentalmente, das partes dos familiares dos dois
cidadãos de bem. Cansados de impunidade utilizaram a internet para mobilizar os
seus iguais.
A
internet se tornou uma importante ferramenta na participação ativa da política,
e desta forma, da justiça. Neste caso foi usada para difundir a realidade.
Desde
que o fato foi noticiado, uma saraivada de e-mails foi disparada, inclusive
para a mídia nacional. O bloqueio foi furado (mas ainda há resistência).
Começaram
a surgir elementos essenciais do caso, tais como: a habilitação cassada do
parlamentar, 130 pontos na carteira, suas 30 multas dos últimos 6 anos, 23
multas por excesso de velocidade, as quatro garrafas de vinho no restaurante
antes de pegar o carro e coisas do gênero.
Eu
mesma recebi um e-mail no dia 17. Tal e-mail, intitulado “Homenagem à Gilmar
Yared Filho”, tem como propósito arrecadar pelo menos mil assinaturas digitais para
serem enviadas à Assembléia Legislativa do Paraná.
É
lá que estão providenciando os procedimentos legais que serão adotados para
analisar o pedido de cassação do mandato do deputado. O documento cobrando a
perda de mandato por quebra de decoro parlamentar, já foi protocolado na
Assembléia pelo advogado da família de Gilmar Yared Filho.
Pesquisei
na internet sobre essa notícia. Encontrei a carta de Gilmar Yared, pai de uma
das vítimas. Ele critica a TV paranaense, por ter editado o material gravado,
beneficiando o deputado, amenizando os fatos. Indignado, afirma que o Poder
Público está à disposição do deputado. E ainda, que no hospital, enfermeiros comentaram “que
foi encontrado cocaína em seu sangue e tudo sendo escondido pelas autoridades,
médicos e imprensa”.
Ainda na carta, Gilmar,
relata coisas ainda mais obscuras neste caso, que despercebido pode parecer com
mais um acidente de transito. O seu irmão, apresentador da TV Educativa, foi
afastado de seu programa. Prossegue, “na CBN colegas jornalistas
estão indignados com o cerceamento de informações”.
É assustador imaginar perder um filho, e ainda por cima,
ter a sua vida de seus familiares modificadas para sempre.
Para
que esse Estado de terror não seja imposto, para que o povo mantenha os seus
direitos, é importante todos se juntarem a essa campanha e encaminharem e-mails
para os seus contatos. É só acrescentar nomes e enviar, quando chegarem a mil
nomes, para o corregedor-geral da Assembléia Legislativa, Deputado Luiz
Accorsi (PSDB), para o Ministério da
Justiça e para o Presidente da República.
O
importante agora é provar que as mesmas pessoas que elegem um deputado, também
têm consciência para saber o que é melhor para a sociedade.
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