E
chegamos mais uma vez naquela época do ano que finalmente o BBB chega ao fim.
Graças aos deuses! Infelizmente esse programa fictício com personagens reais já
“entrou” na programação da vida real das pessoas reais.
Também chegamos naquela época do ano em que ovo de Páscoa,
tá não sei quantos por cento mais caro em relação ao ano anterior. E ainda tá
calor pra caramba pra se empanturrar de chocolate.
O grande desastre natural mundial deste ano já aconteceu.
Qual foi? O Tsunami no Japão. Você já reparou como todo ano tem um desastre
natural de grande impacto, e todo mundo fala que é o fim do mundo chegando.
Ainda mais com o empurrãozinho de Hollywood com o filme “2012”. Aí qualquer
desastre é “2012” se aproximando. Segundo filósofos pré-socráticos como
Parmênides e Heráclito, o Universo sempre existiu, e sempre vai existir. Aqui
no Brasil, no início do ano também tivemos o “nosso”, com as chuvas e os
desmoronamentos.
Todo ano somos bombardeados por notícias e informações
seqüenciadas. Que no final do ano serão revistas na “Retrospectiva 2011”.
A sensação é que a vida não passa, ela é cíclica, com
idas e vindas, como se não houvesse mudança, só avanço e retrocesso.
Já estamos com mais de mil casos de Dengue em nosso
município. Todo ano somos atormentados com essa doença, e com o fantasma de que
se você está com dor no corpo e febre, é Dengue.
E o coitado do José de Alencar finalmente foi vencido
pela sua debilitada saúde. É talvez apenas com a morte as coisas realmente
mudam, e chegam ao fim. Seria a morte a única mudança real? Penso que sim.
Quem acreditava que o décimo quarto casamento da Gretchen
daria certo? Após três meses ela já se separou. Mas aí entram vários fatores
como: inserção na mídia, patrocínios e Ego.
Mais uma vez Nietzsche estava certo: a vida é um eterno
retorno.
Parece que o conceito
de eterno retorno nietzschiano defende a tese de que pólos se alternam nas
vivências numa eterna repetição. Por exemplo: criação e destruição, alegria e
tristeza, saúde e doença, bem e mal, belo e feio… Tudo vai e tudo retorna.
Porém,
esses pólos não se opõem, mas são faces de uma mesma realidade, isto é, um complementa
o outro, são continuidades de um jogo só. Alegria e tristeza são faces de uma
única coisa experienciada com graus diferentes.
Por
isso se você fica angustiado com as coisas que aconteceram e voltam a
acontecer, saiba que segundo Nietzsche isto é natural, e faz parte da
existência humana. O homem tende sempre a viver por repetições e seqüências.
Talvez seja por isso que gostamos tanto de assistir a filmes.
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